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Atuação na CâmaraComércio e Permissionários

Choveu em 28 dos 43 fins de semana de 2026: Sérgio Santana defende que ambulantes da praia trabalhem no Réveillon

Choveu em 28 dos 43 fins de semana de 2026: Sérgio Santana defende que ambulantes da praia trabalhem no Réveillon

O ano de 2026 foi o pior da série oficial para quem trabalha na faixa de areia de Santos. É o que mostra o levantamento apresentado pelo vereador Sérgio Santana (PL) na tribuna da Câmara, na sessão de 29 de outubro: de 1º de janeiro a 27 de outubro, choveu em 136 dos 300 dias e em 28 dos 43 fins de semana. Pelo critério mais duro, sem chuva de sexta a domingo, o ambulante da praia conseguiu trabalhar em apenas 11 fins de semana no ano todo.

Com esses números em mãos, o vereador defende que a Prefeitura de Santos autorize o comércio ambulante a trabalhar 24 horas na virada de 2026 para 2027, a data de maior movimento da orla, para que a categoria consiga faturar também no Réveillon e compensar parte do que a chuva levou. O tema será discutido em audiência pública no dia 4 de novembro, das 18h30 às 21h, no Auditório Ver. Zeny de Sá Goulart, na Câmara Municipal (Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova), convocada por Sérgio Santana para tratar do horário de funcionamento de permissionários, quiosques, barracas de praia e ambulantes da orla durante o Réveillon.

Fala do vereador Sérgio Santana na tribuna da Câmara de Santos em 29/10/2026 (imagens: TV Câmara).

O que dizem os números

O relatório usa a tabela oficial de pluviometria da Prefeitura de Santos, a mesma medição diária que a Defesa Civil utiliza para acionar o Plano Preventivo, e compara 2026 com 2023, 2024 e 2025 no mesmo período. Os principais resultados até 27 de outubro:

  • 136 dias com chuva (1 mm ou mais) em 300 dias, 45% do ano. A média dos três anos anteriores era de 114 dias.
  • 91 dias com 5 mm ou mais, a chuva que esvazia a praia. Em um ano normal seriam 72: são 19 dias perdidos a mais.
  • 28 dos 43 fins de semana tiveram chuva em pelo menos um dos dias; em 24 deles choveu 5 mm ou mais. Só 15 fins de semana foram secos no sábado e no domingo.
  • 29 sábados e domingos perdidos para a chuva forte, contra 20 na média anterior.
  • 11 fins de semana trabalhados (sem chuva na sexta, no sábado e no domingo), uma média de 1,1 por mês. A média de 2023 a 2025 era de 15.
  • 2.546 mm acumulados, volume que já supera o ano inteiro de 2023, 2024 e 2025, faltando novembro e dezembro.

Dois meses explicam boa parte do prejuízo. Fevereiro, em plena alta temporada, somou 544 mm, quase o dobro da média histórica. Setembro bateu o recorde da série da Defesa Civil para o mês, com 519 mm, 3,7 vezes a média. E a chuva de 2026 foi, em grande parte, chuva de dia: pela estimativa do relatório, em mais de 80% dos dias chuvosos ela caiu no horário de praia, entre 8h e 18h.

Quem é atingido

Santos tem 300 licenças de comércio ambulante na faixa de areia e outras 700 na orla, fora da areia, segundo o Decreto Municipal nº 10.051/2023. Os 300 licenciados da areia dependem quase inteiramente do dia de sol. O relatório traz uma calculadora para que cada ambulante estime a própria perda: com os dias perdidos de 2026, um trabalhador que fature R$ 250 num dia útil bom e R$ 500 num fim de semana bom teria deixado de ganhar cerca de R$ 32,5 mil até 27 de outubro.

Por que o Réveillon

No último Réveillon regulamentado pela Prefeitura, o Decreto nº 10.634/2024 autorizou quiosques e barracas credenciadas a funcionar até as 3h30 de 1º de janeiro, mas limitou o comércio ambulante até as 22h do dia 31 e proibiu a montagem de barracas, tendas e equipamentos na faixa de areia das 8h do dia 31 às 6h do dia 1º, segundo a própria Prefeitura de Santos. Ou seja: na hora de maior movimento do ano, o ambulante licenciado da praia já estava fora. Para Sérgio Santana, depois de um ano em que a chuva tirou do ambulante da praia 19 dias inteiros e 9 fins de semana a mais que o normal, a virada do ano não pode ser mais uma data perdida: é a chance de recuperar parte do que 2026 levou, com regras claras, fiscalização e respeito a quem tem licença e paga para trabalhar.

A audiência pública do dia 4 de novembro é aberta à população. Ambulantes, quiosqueiros, permissionários e moradores podem participar e apresentar propostas.

Na imprensa

A proposta foi registrada pela coluna Dia a Dia, do jornal A Tribuna, em três notas: “Ambulantes”, sobre a meta de autorizar o comércio ambulante 24 horas na virada para 2027; “Pluviometria”, sobre o relatório de 19 páginas apresentado na sessão de quinta-feira; e “Sem interrupção”, lembrando que no último dia 31 de dezembro o limite dos ambulantes da areia foi estendido apenas das 21h para as 22h.

Recorte da coluna Dia a Dia, do jornal A Tribuna, com as notas sobre a proposta do vereador Sérgio Santana para os ambulantes no Réveillon

Baixe o relatório completo

O documento tem 19 páginas, com o calendário da chuva mês a mês, os 43 fins de semana classificados um a um, os feriados, a comparação com os anos anteriores, a tabela diária completa e todas as fontes.

Baixar o relatório em PDF (870 KB)

Fontes do levantamento: tabela de pluviometria da Prefeitura de Santos, Defesa Civil de Santos (médias históricas), INMET (estação de Bertioga, usada apenas para conferência) e Decreto Municipal nº 10.051/2023.

Vídeo

Danos Estruturais na Policlinica - Ponta da Praia - Vereador Sergio Santana

Fortes chuvas em Santos causaram fortes danos estruturais à Policlínica da Ponta da Praia.

Após as fortes chuvas que atingiram Santos neste fim de semana, estive na Policlínica da Ponta da Praia, onde parte do teto desabou e equipamentos foram danificados.

Atendendo ao chamado da população, fiscalizamos a unidade e já acionamos a Secretaria de Saúde para que seja tomada as devidas providências.

Também irei destinar recursos parlamentares para apoiar a reforma da unidade. Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso com a nossa cidade.Fiscalização de verdade se faz com presença e ação!